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           Ano I, Edição II, agosto 2012

Apresentação

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD) Rio +20 que se realizou no Rio de Janeiro em junho deste ano marcou o 20º aniversário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), de 1992, no Rio de Janeiro, e o 10º aniversário da Cimeira Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável (WSSD), de 2002, em Johanesburgo. A expectativa criada em segmentos da sociedade foi de que chefes de Estado e de Governo assumissem a implementação de ações que efetivamente promovam um desenvolvimento sustentável do planeta nos próximos anos. Os resultados, expressos na Carta do Rio O futuro que queremos, são considerados tímidos por uns e importante avanço no consenso por outros.

De nossa parte entendemos que a mobilização da sociedade civil evidenciada em movimentos como o Occupy Wall Street, a Primavera Árabe e os Indignados na Espanha, é imprescindível e determinante para a construção de um outro mundo. Um mundo em que a vida e a natureza não sejam reduzidas a meros ativos de mercado.

Sintonizados com tema crucial para a geração atual e as futuras abrimos espaço nesta edição para artigos e resenhas que tenham o desenvolvimento sustentável como tema central, mesmo que não destaquem a Conferência Rio +20.

Assim, resumidamente, esta edição apresenta:

Cíntia Corrêa Barbosa e Leonor Ramos Chaves apresentam um panorama da responsabilidade social empresarial e abordam as práticas adotadas em empresas de seguro do Rio de Janeiro. Identificam algumas lacunas e propõem ação para um maior alinhamento entre o tema e a Missão das empresas, concluindo pela urgência de se ampliar a discussão e proposição de ações de responsabilidade social e sustentabilidade ao longo das cadeias produtivas.

Juliana Velloso destaca alternativas para se mensurar o progresso, uma vez que o PIB não é mais considerado suficiente, pois não evidencia aumento da justiça social e expansão de liberdades, aspectos considerados fundamentais para o desenvolvimento sustentável de acordo com algumas correntes teóricas. O artigo conclui com o interessante estudo do caso que vem sendo colocado em prática no Butão, que incorpora o conceito de Felicidade Interna Bruta visando a um crescimento econômico inclusivo, socialmente justo e ambientalmente sustentável, e preocupando-se com o legado para as próximas gerações.

A consideração da cultura como mais um pilar a ser incorporado à perspectiva do desenvolvimento sustentável é o tema proposto por Simone Amorim, principalmente pela aproximação cada vez mais frequente entre cultura e desenvolvimento. Diversidade cultural e participação popular na formulação de políticas públicas de cultura reforçam a importância dessa articulação que torna mais densa a busca por uma sociedade sustentável.

Por fim, Daniel Roedel resgata o tema da responsabilidade social apresentado na dissertação de mestrado no CPDOC da Fundação Getúlio Vargas em 2009 e posteriormente no VI Congresso Mundial de Administração em Quebéc, Canadá. A questão central é uma crítica à prática dominante na governança do Arranjo Produtivo Local de Nova Friburgo - RJ que, apesar de receber financiamentos de origem pública exclui a participação de importantes segmentos da sociedade civil do processo de planejamento e gestão, o que contraria a própria recomendação para a constituição de governanças.

Esta edição traz ainda Outros mundos ou barbárie?, resenha de O fim do capitalismo como o conhecemos, oportuna e relevante obra de Elmar Altvater. O livro é um alerta acerca dos riscos da intensificação do modo de exploração dos recursos naturais, principalmente das fontes fósseis de energia. Criticando a organização capitalista da sociedade e mais especificamente sua vertente neoliberal, Altvater aponta os problemas decorrentes da financeirização da economia global na qual a remuneração dos investidores assume prioridade em detrimento de demandas sociais e ambientais. A própria governança, destacada por organismos internacionais como o Banco Mundial para dar transparência e eficiência na gestão de recursos é criticada pelo autor como mais um instrumento de legitimação de um modelo único para as administrações públicas, modelo esse calcado na democracia liberal ocidental.

Plurimus Cultura e Desenvolvimento em Revista é uma publicação independente e decorre do esforço de professores e pesquisadores que se propõem a abrir um espaço de reflexão e debate acerca de temas que contribuam para um outro olhar da realidade e para a construção de um outro mundo. Nossas edições estão disponíveis gratuitamente mediante cadastro no endereço www.plurimus.com.br. Dela podem participar todos os interessados em se apresentar para esse processo plural. A próxima edição terá como tema o Rio de Janeiro, sempre dentro do nosso recorte editorial.

Boa leitura!


Expediente

Editor - Daniel Roedel

Revisão - Daniel Roedel

Produção - Plurimus Educação e Cultura

ISSN 2238-1953



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